Agência Brasileira de

Abin

Avaliação de Riscos

 

A Avaliação de Risco constitui-se um dos pilares da atividade de Contrainteligência da ABIN, centrada na proteção de infraestruturas críticas e na segurança de grandes eventos.

Os relatórios de Avaliação de Risco são produzidos com base em metodologia própria desenvolvida pela ABIN – denominada Arena –, que orienta análise de ameaças e vulnerabilidades e estabelece medidas corretivas para aperfeiçoar os sistemas de proteção de instalações físicas, sistemas de comunicação e gestão de pessoal.

 

 

METODOLOGIA ARENA


Metodologia Arena analisa quatro segmentos

A Metodologia de Análise de Riscos com Ênfase na Ameaça (Arena) foi desenvolvida pela ABIN de modo convergente com a norma ISO 31000/2009. A Arena define o conceito de risco como a incerteza sobre os acontecimentos que podem comprometer a operação de uma infraestrutura crítica ou a realização de grandes eventos.

No âmbito da metodologia, o “risco” corresponde à potencial consequência negativa – denominada “impacto” – ocasionado pela exploração de uma vulnerabilidade por determinado agente ou fenômeno identificado como “fonte de ameaça”.

As “fontes de ameaça” consistem em entidades, grupos de pessoas, fenômeno da natureza ou agente biológico que apresentam potencial de provocar situações de ameaça ao objeto da avaliação de risco.

Para a metodologia Arena, o grau de risco que incide sobre determinada infraestrutura ou evento resulta da correlação entre três aspectos:

 

 

 

PRODUTO


Relatórios sobre os Jogos Olímpicos são exemplo

O resultado da aplicação da metodologia é consolidado em um Relatório de Avaliação de Risco, que define os “níveis de risco” para cada critério analisado e estabelece medidas corretivas.

O documento final é entregue às autoridades responsáveis pela segurança de grandes eventos ou das infraestruturas críticas, com orientações específicas para o aperfeiçoamento dos níveis de segurança das instalações e dos processos.

O relatório de Avaliação de Riscos auxilia a gestão da segurança das infraestruturas e grandes eventos ao fornecer conhecimentos sólidos sobre vulnerabilidades e ameaças que incidem sobre as instalações e processos.

 

 

PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE RISCO


 

 

 

 

 

 

Fase preliminar – Delimitação do escopo

A fase preliminar concentra-se na delimitação inicial do escopo da avaliação de riscos. A abrangência do projeto é definida por grupo composto por servidores da ABIN e da entidade que receberá a avaliação.

 

Fase de Avaliação de Riscos – Determinação dos riscos primários

A fase de Avaliação de Riscos é dividida em seis etapas:

Etapa 1 – Identificação do contexto e das “fontes de ameaças”: realização de entrevistas, visitas técnicas de campo, análise de processos e confecção de matriz para identificação das principais ameaças.
Etapa 2 – Caracterização das “Fontes de Ameaça”: determinação dos atributos e potencialidades de cada ameaça identificada.
Etapa 3 – Avaliação dos Sistemas de Proteção: identificação, avaliação e classificação dos controles existentes.
Etapa 4 – Estimação da efetividade da ameaça: mensuração da capacidade de a ameaça explorar determinada vulnerabilidade.
Etapa 5 – Estimação do Impacto: determinação do potencial de dano das ameaças.
Etapa 6 – Determinação do Risco:

  1. Definição do nível de risco associado à exploração de uma determinada vulnerabilidade, correlacionando efetividade da ameaça e impacto associado
  2. Recomendação de medidas de proteção voltadas à diminuição dos níveis de riscos e à mitigação dos prejuízos correlatos
  3. Determinação de matriz dos riscos residuais, remanescentes após aplicação das medidas de proteção recomendadas

 

Fase de Reavaliação – Monitoramento e revisão

Na fase final, ocorre a revisão e o monitoramento continuado das vulnerabilidades e ameaças identificadas nas fases anteriores. A reavaliação constante dos processos é inerente à própria metodologia Arena e constitui ferramenta transversal de revisão dos resultados obtidos em todas as fases. A aplicação da metodologia pressupõe múltiplos ciclos de verificação dos dados obtidos e a fase de reavaliação permite ajustes nos níveis de risco calculados.

 

 

HISTÓRICO DAS AVALIAÇÕES DE RISCO


 

 

 

2010
– XL Cúpula de Presidentes do MERCOSUL e Estados Associados
– II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas – ICID 2010

2011
– Fórum Econômico Mundial – América Latina (FEMAL)
– Preliminary Draw da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 – Sorteio das Eliminatórias da Copa

2012
– Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20)
– Sorteio da Copa das Confederações FIFA Brasil 2013
– XLIV Reunião do Conselho do Mercado Comum e Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados

2013
– Copa das Confederações FIFA Brasil 2013
– Jornada Mundial da Juventude
– Sorteio dos Grupos da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014

2014
– Copa do Mundo FIFA Brasil 2014
– VI Cúpula dos BRICS

2014/2015
– Eventos-teste paras os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

 

 

 

2009
– Usina Hidrelétrica de Tucuruí/PA /Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte)

2010
– Complexo Uranífero Mineiro-Industrial de Lagoa Real em Caetité/BA / Indústrias Nucleares Brasileiras (INB)

2011
– Regional de Transmissão do Maranhão (CMA) – Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte)
– Usina Hidrelétrica de Sobradinho/BA – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF)

2015
– 
Usina Hidrelétrica de Xingó/AL/SE / Companhia Hidro Elétrica do são Francisco (CHESF)

 

 

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