Agência Brasileira de

Abin

Conselho de Defesa Nacional

 

1927 – CONSELHO DE DEFESA NACIONAL (CDN) 


O marco institucional da Inteligência brasileira se inicia em 1927 com a criação do Conselho de Defesa Nacional (CDN). O momento marca o início formal da atividade no Brasil. Primeiro órgão nacional ligado à área de Inteligência, o Conselho foi instituído pelo presidente Washington Luís.

 

 

INTEGRANTES


· Presidente da República
· Ministro da Guerra,
· Ministro da Marinha
· Ministro da Fazenda
· Ministro da Viação
· Ministro da Agricultura
· Ministro do Interior
· Ministro do Exterior
· Chefe do Estado-Maior do Exército
· Chefe do Estado-Maior da Armada
· Qualquer cidadão convidado pelo Presidente da República.

 

 

CONTEXTO


As duas primeiras décadas do século XX foram bastante conturbadas, tanto no plano nacional, quanto no externo. No plano geopolítico internacional, a eclosão da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), a Revolução Russa (1917), e a ascensão de sistemas totalitários, a partir dos primeiros anos da década de 1920, desestabilizaram a antiga ordem internacional assentada em casas monárquicas tradicionais. No Brasil, eclodiram os movimentos tenentistas de 1922 e 1924 e, em seguida, a Coluna Prestes iniciou marcha revolucionária que percorreu boa parte do país, entre 1925 e 1927, combatendo tropas governamentais e de proprietários rurais.

 

 

MISSÃO


O Conselho de Defesa Nacional foi criado para dar suporte às ações estratégicas do Poder Executivo. O governo federal decidira criar o órgão, na década de 1920, em um cenário permeado pela ascensão de movimentos revolucionários – como o tenentismo – e por crise econômica.

Apreensivo com a conjuntura desfavorável, a Presidência deu ao Conselho – que viria a ser o órgão pioneiro da Inteligência brasileira – a missão de acompanhar as evoluções conjunturais do país e de avaliar suas consequências para o Estado.

O Artigo 8º do Decreto Nº 17.999, de 29/11/1927, que criou o CDN, já demonstrava preocupação com o sigilo da documentação produzida: “Todos os papéis, arquivos e demais objetos do Conselho ficarão sob a guarda e responsabilidade do Estado-Maior do Exército, que os classificará”.

 

 

facebookgoogle_plusmail