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Brasil será maior exportador de soja do mundo em 10 anos

O Ministério da Agricultura traçou um cenário positivo para o campo para os próximos 10 anos, sobretudo, para as culturas de milho, soja, açúcar e algodão. Esses produtos devem liderar o crescimento das exportações até a safra 2017/18, segundo avaliou o ministro, Reinhold Stephanes. Inclusive, disse o ministro, nos próximos 10 anos o Brasil deve se tornar o maior exportador mundial de soja em grão, podendo ultrapassar os Estados Unidos- até então o líder - já na safra 2008/09.
A projeção do ministério leva em conta o crescimento da demanda mundial, o forte aumento da renda internacional per capita e a utilização de grãos para a produção de energia limpa. Porém, em entrevista coletiva à imprensa, o ministro disse que o Brasil poderia aproveitar melhor o cenário previsto se conseguisse resolver o problema do endividamento do produtor rural.

"A dívida rural é muito complexa, é antiga, mas precisamos encontrar alguma solução", disse o ministro, para complementar: "Uma das alternativas seria a de retirar a gordura que se acumulou pela inadimplência. O ideal é tornar a dívida mais líquida e que se adapte à renda (atual) do produto", disse o ministro.

Segundo o estudo, os embarques de soja em do Brasil para o mundo devem dobrar e sair de 25,6 milhões de toneladas, na safra 2006,07, para 50,5 milhões até a safra 2017/2018. Enquanto isso, as vendas internacionais dos Estados Unidos devem cair de 30,4 milhões de toneladas para 25 milhões, na mesma base de comparação. Assim, o Brasil vai acompanhar a tendência de crescimento do mercado mundial, cujas exportações globais devem saltar de 64,1 milhões para 85 milhões de toneladas no decorrer dos próximos 10 anos. O estudo revela ainda que a produção mundial da oleaginosa deve alcançar 279,7 milhões de toneladas até a safra 2017/18, crescendo 23,3% sobre o volume produzido no período 2006/07.

Só a produção do grão no Brasil deve atingir 75,3 milhões nos próximos 10 anos, sendo que as exportações serão 40% mais.
No caso do açúcar, o Brasil continuará sendo o maior produtor de maior competitividade. A produção deverá atingir 43,2 milhões de toneladas, 125 milhões a mais do que a produção atual. E as exportações deverão crescer 59,9%.

Já no caso do etanol, o Brasil será líder nas exportações, segundo o ministério. O crescimento das vendas será de 229% para 11,3 bilhões de litros. A produção do produto atingirá 41,6 bilhões de litros, mais que o dobro da produção em 2007. Só para o mercado interno, que deve absorver a maior parte da produção, deverão ser produzidos 30,7 bilhões.

As projeções foram baseadas em dados de instituições nacionais e internacionais. Tais como ONU, FAO, OCDE, Usda, Banco Mundial, IBGE, FGV e Conab.

Viviane Monteiro

FONTE: Gazeta Mercantil


Publicado em: 10/01/2008

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