Ir para o conteudo

ABIN

Agência Brasileira de Inteligência

A ABIN é o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN, que tem, a seu cargo, planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar a atividade de Inteligência do País, cumprindo a política e as diretrizes traçadas nos termos da Lei que cria a Agência.

Em defesa do Brasil

Acessibility

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Diminuir o tamanho da fonte
  • Contraste na fonte
  • Fonte Padrão
ABIN > Artigos

Estudo traça mapa da violência no país

Levantamento da Rede de Informação Tecnológica Latino-americana mostra queda no número de homicídios registrados no Brasil, embora o total de assassinatos ainda permaneça alto

Os últimos dados do Mapa da Violência dos Municípios, divulgado ontem, mostram que a violência no Brasil continuou em queda em 2006, a exemplo do que ocorre desde 2004, mas num ritmo abaixo dos últimos anos - o que preocupa o governo, que já articula a volta da campanha do desarmamento.

Segundo a pesquisa, foram mortas 50.980 pessoas em 2003. Em 2004, o número caiu para 48.374, indo para 47.578 em 2005 e 46.660 em 2006 - queda de 5,3% de 2003 para 2004, de 2,8% de 2004 para 2005 e de 1,8% de 2005 para 2006.

Para o autor do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, pesquisador da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), a diminuição do ritmo mostra que o impacto da campanha do desarmamento ocorrida entre 2004 e 2005 se tornou "residual".

A avaliação do pesquisador é que a campanha, que resultou no recolhimento de mais de 400 mil armas, conseguiu reverter a tendência de alta verificada até 2003, mas não foi suficiente para garantir uma queda "sustentável" ao longo do tempo.

Presente no anúncio dos dados, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse, sem dar muitos detalhes, que o ministério fará uma nova edição da campanha neste ano, com foco na regularização das armas.

Pirapó, cidade gaúcha do noroeste, aparece em ranking

O estudo mostra ainda que 556 cidades - ou 10% do total - concentraram 73,3% dos assassinatos no Brasil em 2006. No ranking dos 200 municípios considerados mais violentos do país, em 117ª colocação aparece a cidade gaúcha de Pirapó, no noroeste do Estado. Conforme os dados do estudo, Pirapó apresenta uma taxa de 54,5 homicídios por 100 mil habitantes, com um total de três assassinatos computados. O resultado, porém, é contestável. Conforme o estatístico e assessor técnico da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE), Jéferson Daniel de Matos, como o município tem cerca de 3 mil habitantes, na proporção em relação às mortes violentas, o resultado acaba sendo distorcido.

- Esse é um grande problema de algumas pesquisas. Não se pode simplesmente dividir o número de homicídios pela população, ainda mais nesse caso, em que se trata de um município tão pequeno. Se for assim, Pirapó pode até parecer mais violenta do que São Paulo - critica Matos.

A cidade de Coronel Sapucaia (MS) tem a taxa média de homicídios mais alta do país, com 107,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Em números absolutos, a cidade de São Paulo lidera o ranking, com 2.546 homicídios (taxa 23,7), seguida pelo Rio de Janeiro, com 2.273 (37,7). Tanto São Paulo quanto o Rio tiveram queda nos homicídios entre 2002 e 2006. Em São Paulo, a redução foi de 54%, de 5.575 para 2.546. No Rio, a queda foi de 39%, de 3.728 para 2.273 no mesmo período.

O Rio é a cidade com maior número absoluto de morte de jovens (1.052 jovens em 2006). Os municípios com maiores taxas de homicídios juvenis são Foz do Iguaçu (PR), com média 234,8, e Recife com 214,3.

A pesquisa mostrou ainda que aumentou 19% o número total de mortes no trânsito em todo país entre 1994 a 2006. O estudo indica ainda que os números passaram de 29.527 para 35.146.

FONTE: Zero Hora


Publicado em: 30/01/2008

Imprimir Imprimir